g-speak

November 17th, 2008

Junte um kit de desenvolvimento compatível com Linux e OSX, um grupo de pesquisa do media lab do MIT e Steven Spielberg (sim o cara do sonhado minority report) e teremos o g-speak, um sistema operacional que funciona com luvas e movimentos. A empresa responsável pelo aparato é a Oblong Industries e ele só está disponível por enquanto para algumas empresas, governo e universidades.

Para quem se vira para conseguir uma parede livre para pendurar a LCD nova em casa, vai ter que arranjar um espaço a mais para o g-speak.

g-speak overview 1828121108 from john underkoffler on Vimeo.

The Brand Gap

November 9th, 2008

Durante tempos de crise, onde todas as empresas estão procurando se resguardar e se preparam para os próximos meses, que tendem a ser de contenções. Com a BG Interactive/Grupo Total não é diferente, e por isso estamos preparando novidades.

E foi assim, em um trabalho de pesquisa para um novo posicionamento estratégico das agências, que me deparei com esta apresentação de Marty Neumeier sobre seu livro The Brand Gap. Apesar de certa polêmica em torno deste livro, principalmente com declarações de que os  “logos estão mortos”, a apresentação é muito direta, simples e vale a pena ser vista.

The Brand Gap

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Designer procura desenvolvedor para relacionamento estável

October 16th, 2008

Redes sociais estão na moda e não param de surgir novos sites com este propósito todos os dias, porém este me parece realmente útil.

Sabe aquele Desenvolvedor que tem uma puta idéia legal, mas não entende nada de user interface e arquitetura? Ou aquele Designer que tem um projeto pessoal mas precisa de um bom desenvolvedor em rails ou AS3? Pois bem, a proposta do CollabFinder é justamente unir cabeças.

Com a proposta de criar uma grande rede com especialidades profissionais e projetos envolvidos, o CollabFinder é o melhor cafofo para você tirar a ferrugem dos dedos, a teia-de-aranha das idéias, tomar vergonha na cara e no mínimo trocar conhecimentos com pessoas do planeta Terra. Só vão colocar tudo a perder se virar mural de portifólios.

Criatividade e Meodicridade

October 12th, 2008

O processo criativo, principalmente quando inserido no contexto dos meios de produção e atrelado à questões econômicas, é sempre um sistema de ações e sub-processos únicos, e como tais difíceis de serem mensurados. Desta forma muitas vezes organizações com áreas específicas para o desenvolvimento de tarefas criativas, tentam instituir metodologias com o objetivo controlar o fluxo deste complexo processo, buscando otimizar seu tempo e ampliar suas capacidades e eficácia.

Mas onde o processo criativo tem seu real início? Na ánalise ou compreensão de um determinado objetivo? No momento da detecção de um problema? Ou quando cai o famoso briefing na caixa de entrada do nosso e-mail?

Como Designer posso dizer que o processo criativo se inicia, independemente de qual seja ele ou seu objetivo, no momento em que você opta por se tornar um Designer. A partir deste momento tudo o que é percebido, tocado, lido, visto, analizado e se torna parte de um processo complexo de aprendizados e críticas. Não existe assim o luxo da ingenuidade, do olhar e sentir trivial. Tudo deve ser criticado, tudo deve ser processado. E não apenas cores, formas, imagens e textos, o observador que apenas analisa o que é pertencente ao seu universo de conhecimento é míope. Criatividade, processo criativo e Design se constrôem tendo como base o mundo, a relação entre as pessoas, o espaço entre o animado e o inanimado. O universo, a vida e tudo mais.

Sendo assim tão complexo e impulsionado pela compressão do tempo nos atuais dias, deve ser extremamente ativo no sentido de nunca ser concluído após iniciado. É constante e cíclico. Infinito.

E o mais fantástico desde processo é que não é atrelado a rótulos. Não sou criativo por ser Designer, e nem me tornei Designer por me considerar criativo. Aliás, muitos Designers não são criativos, e nem tantos outros profissionais atrelados a áreas criativas. E ai chegamos à uma outra questão, a de achar que só os profissionais rotulados como “criativos” podem exercer este “dom”.

Balela. Existem milhares de profissionais criativos fora de áreas assim entituladas, assim como não profissionais que poderiam dar um show de como articular suas precipitações sensíveis à questões do dia-a-dia, sejam estas com propósitos comerciais ou não. Já do outro lado temos pessoas que descrêem dos “criativos-não-criativos” e com preconceito tampam seus receptores perceptivos tornando-se cegos, pelo ego ou pelo medo.

Mas enfim. Dentro de todo este contexto chego a conclusão que “criar” não seja a melhor palavra. Esta confunde-se com o surgir, magicamente instantâneo. Criar é divino, ou mesmo bruxaria. Respostas, soluções e idéias sugem do processo de perceptos. São parte de um processo vivo e complexo, composto de tentativas, erros, ajustes. Soluções não são criadas, são desenvolvidas.

Porém não basta apenas ter talento para articular percepções, o profissional que almeja uma carreira ligada ao desenvolvimento de soluções dadas como criativas precisa também de dedicação e amor, pois existem turbulências e obstáculos neste processo. Com prazos cada vez mais curtos, e digo em todas as carreiras profissionais, precisamos aprender a absorver a informação necessária para nosso dia-a-dia a todo instante, processá-la em tempo real e tê-la pronta para uso.

Da próxima vez que você se deparar com um trabalho que necessita de uma solução “criativa”, lembre-se: a resposta muitas vezes já está em você, e se não está não começará do zero.

(…).I’d say that is also essenstial to have a questioning attitude to your work. If you don’t question everything that is put in front of you, then you run the risk of being compliant and submissive, and these two qualities are not conductive to producing great work; they are qualities of mediocrity. (Adrian Shaughnessy)

Delicious

October 5th, 2008

Mmm. Pouco tempo para postar, mas vamos aos meus últimos “deliciados”.

Mais um site de resources e inspiração para designers. Mas o Konigi promete ser um site com foco em user experience e interfaces, ou seja, inspiração para sair da mesmisse daquele formulário ou layout de tabs que está sempre na manga.


E na sequência de “mais um site de…” temos o Jobs on the Wall, um mural de empregos para designers e operários-web, só que desta vez pago.

Lee Towndrow é um fotógrafo canadense, tem um ótimo trabalho, mas o que gostei mesmo foi da interface minimal de navegação por seu portifólio. Ênfase nas imagens, e nada para atrapalhar. Fantástico.

E por último, mas não o pior… *clichê mode-on*. Wario Land Shake It! para Nintendo Wii e seu fodástico brandchannel no YouTube. Se conseguirem prestar atenção apenas no vídeo irão perceber que é um jogo de plataforma como qualquer outro. O difícil é reparar apenas no game.

Os últimos suspiros da televisão

September 28th, 2008

Hoje eu raramente vejo televisão. Não tenho mais tv à cabo, e ao contrário de antes não sinto falta. Na verdade até sinto um pouco, principalmente durante temporadas da NFL, e talvez este ainda seja o ponto fraco da internet: coberturas esportivas ao vivo.

Para uma boa cobertura ao vivo é necessário que aquela transmissão tenha uma bela qualidade de imagem, quanto maior melhor, sem lags, sem bufferings, com um audio bem definido. Porém fora eventos esportivos com transmissão direta a internet supre toda minha necessidade de informação, diversão e entretenimento.

Eu não devo ser um ser alienígena, sem dúvida não sou, por isso muitas pessoas devem estar indo neste caminho, e na verdade até muito mais avançadas e completamente livres de programações televisão. É por isso o atual desespero deste meio de comunicação arcáico.

A televisão já não sabe o que faz, cada vez mais perde para a internet em horários antes sagrados, como o domingo no início da noite. Esta é a minha conclusão a partir do que acabo de presenciar: um quadro do Faustão onde pequenos clipes de pessoas dançando são veiculados. O mais peculiar desta transmissão é a “interface” ao redor do vídeo: botões de pause, stop, avançar etc. e na sua base algo similar a uma barra de navegação, com direito até mesmo a setinha verde no seu extremo.

A tv busca pincelar conteúdo fragmentado, fazendo alusão à uma estética de interface, mesmo que sem função, para tentar suprir seu telespectador à vivenciar pitadas do que tem aos montes na rede. Mas faz tudo isso se esquecendo que o principal da rede é a relevância, aqui ninguém é forçado a ver videos idiotas de pessoas dançando. Este sempre vai ser o mal da televisão, o mal que a enterrou, a imposição do seu conteúdo.

Mobile Muted

September 25th, 2008

Testando post direto do iPhone. Hmmmm muitas possibilidades.

Delicious

September 21st, 2008

Font foundry Type Thust

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Um repositório de sites minimais que eu tanto gosto: Minimal Sites

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Si Billan, diretamente da Designers Republic

Amazon e a censura em Spore

September 20th, 2008

Sempre existe muito medo em volta da questão da liberdade de expressão na web, principalmente quando estão envolvidos produtos e empresas comerciais. Muitas das empresas, não tem coragem de deixar o público expor suas opniões sobre seus produtos ou serviços. Por mais que esteja na “moda” as empresas liberarem espaço em seus sites para que qualquer tipo de pessoa possa usá-lo como ferramenta de colaboração, sempre existe um sistema de controle e moderação. Dentro deste penamento estamos sempre fadados a presenciar uma pseudo-participação, formada apenas por boas percepções, elogios, textos ralos e opniões compradas.

Mas nem todas as empresas agem desta forma. Muitas já entenderam que a liberdade dada ao público é sinônimo de transparência e reforça o elo do consumidor com determinada marca, extreitando a relação e até mesmo permitindo uma melhora na qualidade do produto ou serviço prestado.

Empresas como Apple e Amazon por exemplo, estas sempre deixaram suas áreas de comentários e resenhas livres para todo, mesmo quando seus produtos recebem duras críticas. Foi o caso do novo jogo distribuído pela Eletronic Arts, o Spore. Depois de muita polêmica sobre o seu sistema de DRM os gamers indignados foram diretamente ao site da Amazon usar o espaço de reviews para um flood de protesto. Em pouco tempo haviam mais de 2000 entradas com uma estrela para o jogo, derrubando a média de pontuação do jogo e deixando registrados avisos sobre o tal “sistema de segurança” que nele está incluso.

Dois fatores fizeram com que a escolha da Amazon fosse a melhor para este protesto: a idéia de liberdade de expressão, que sempre foi afirmada pela própria empresa, e sua exposição, já que o público que frequenta a Amazon abrange todo o planeta em seus mais diversos níveis.

Porém, mesmo como todo este cenário favorável, hoje existe um medo geral sobre como empresas terceiras lidam com conteúdo intelectual provido por usuários. Desde termos do Flickr, que permite que este possa se utilizar das imagens de seus usuários, até o Google Chrome que dizia poder fazer o que bem quiser com conteúdo publicado através dele.

Esse medo veio à tona assim que as imagens de protesto da Amazon sumiram. Em curtíssimo tempo comunidades, blogs e sites como Digg tinham milhares de notícias e mensagens sobre o ocorrido: um caso de censura à opnião pública pela Amazon.

A Amazon logo tratou de dar uma resposta, dizendo que o ocorrido foi causado por um acidente, e que os comentários teriam sido apagados por engano.

Agora mesmo acessei a página do produto Spore no site da Amazon e parecia tudo normalizado, 2.496 reviews com apenas uma estrela. Em todo caso fica o alerta e a necessidade de retomarmos a discussão: temos controle e direitos sobre toda a informação que disponibilizamos na rede? Ou estamos fadados a sermos podados, editados e excluídos de fazendo com que as grandes empressas possam controlar e moldar um pensamento coletivo?

Spore

September 10th, 2008

Spore

Ainda que seja muito cedo para falar, já que eu ainda não joguei Spore até o final, creio que Spore é uma grande decepção. Este era um dos jogos que eu realmente estava esperando muito. Todas as possibilidades, a ambição do desenvolvimento e a curiosidade de como seria um mundo formado por todas as pessoas que o jogam me fizeram aguardar cada dia, pensando até mesmo em amenizar minha ansiedade comprando o jogo em pré-venda.

Porém um dia após o lançamento mundial de Spore começaram as decepções. Logo cedo recebi as impressões do Bruno Vasone do Joguinho, que me dizia que o jogo era bom, apenas bom, muito menos do que esperávamos com nossa grande expectativa, fato que não acabou com minha curiosidade pois ainda estava louco para comprar o jogo. Mas tudo começou a piorar depois.

A grande decepção começou com o material de informação, os sites, tanto americano quando o brasileiro sofrem de pouco informação, além de serem sites feios, chatos e mal projetados. Tudo o que você não espera de um grande e esperado lançamento como este. O site da EA Brasil então é uma lástima, o link de “reserve o seu” dá voltas no site, e tive a impressão que não saia do lugar. Restou procurar nas lojas de varejo. E olhem só, nenhuma tinha o jogo disponível na versão Galática (que vinha com manual de 100 páginas e DVD com extras), ninguém informava quando, e as vezes até o jogo em sua versão standard tinha link quebrado. Que falta de organização.

A esta altura do campeonato minha posição era: “Bem, vou esperar alguém comprar, vejo se é bom e se vale realmente a pena pagar mais de R$100,00 por uma cópia. E toda expectativa tinha se transformado em marasmo, até que no final do dia uma matéria do Ars Technica comentava sobre a enxurrada de reclamações que iam desde o jogo ser extremamente low profile, e muitas vezes chato, até a presença de um sistema de DRM ridículo, que permite que o jogo seja instalado apenas 3 vezes.

Bem, caso você tenha um desktop em casa, e viaje muito com seu notebook já foram 2 instalações. Logo você terá que torcer para nenhum pau de HD ou necessidade de liberar espaço nos seus computadores. Não esperava isso, não de uma empresa que considerava madura como a EA. Autenticação online tudo bem, é normal, mas 3 instalações? De onde tiraram essa?

Eu acredito que a EA provou estar engatinhando no mercado de games, pelo menos no sentido de sua visão dessobre este mercado. Seria muito melhor que ela investisse em conteúdo online e limitasse seu acesso, assim como a Blizzard e a Valve fazem. E queimar menos miolos tentando limitar o uso de um pedaço de plástico chamado DVD.

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